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Complexo industrial com grandes torres metálicas, tubulações interligadas e iluminação artificial ao entardecer.

Manutenção preventiva na indústria 4.0: como reduzir paradas e custos

A indústria passa por uma transformação sem precedentes, onde sistemas produtivos se tornam mais inteligentes e conectados. Nesse cenário, a manutenção preventiva na indústria 4.0 deixa de ser uma tarefa secundária e se torna um fator decisivo para a competitividade. 

Para entender melhor como essa evolução impacta o dia a dia e como aproveitar as novas possibilidades, consultamos a Inaflex, especialista em mangueiras industriais, sobre como a tecnologia pode ajudar a reduzir paradas e custos na sua operação. O objetivo é desmistificar o tema e mostrar que a inovação está ao alcance de todos.

O que é indústria 4.0 e por que ela mexe com a manutenção

A Indústria 4.0, muitas vezes chamada de smart manufacturing, é uma revolução que integra tecnologias digitais aos processos industriais. A ideia central é criar sistemas produtivos “inteligentes e conectados”, onde dados fluem de forma constante e permitem decisões mais rápidas e eficazes. 

Tudo isso visa ganhar produtividade e flexibilidade, otimizando as operações em tempo real. No fundo, é sobre usar a tecnologia para fazer a indústria funcionar melhor, de um jeito mais eficiente e ágil.

O que muda na rotina quando dados entram no jogo

Quando os dados entram no jogo da manutenção, a rotina muda bastante. Em vez de apenas reagir a problemas, a equipe passa a usar informações de sensores, históricos de equipamentos e registros de inspeção para prever e identificar a degradação dos ativos muito mais cedo. Isso permite agir antes que uma falha se transforme em uma parada não planejada. 

A consequência direta é uma redução significativa do tempo em que as máquinas ficam paradas e, claro, uma diminuição dos custos de manutenção. Não se trata de uma mudança superficial, mas de uma transformação profunda na forma de cuidar dos ativos.

Onde entram sensores, histórico e ordens de serviço digitais

Nesse contexto, os sensores são como os “olhos e ouvidos” da manutenção 4.0. Eles coletam informações em tempo real sobre o desempenho dos equipamentos, desde a temperatura de um motor até a vibração de um rolamento. Essas informações se juntam ao histórico de uso e aos registros de inspeção anteriores, criando um panorama completo da saúde do ativo. 

Com todos esses dados, as ordens de serviço não são mais abertas apenas quando algo quebra; elas são geradas de forma inteligente, baseadas em análises que indicam a necessidade de uma intervenção futura. É a inteligência da informação guiando as ações, tudo de forma digital e integrada.

Por que manutenção preventiva ainda é a base, mesmo com sensores

Mesmo com toda a tecnologia e a capacidade de prever falhas, a manutenção preventiva continua sendo um pilar fundamental. A tecnologia vem para complementar e otimizar o que já existia, não para substituir completamente as bases. Entender essa relação é chave para não se perder em meio a tantas novidades e investir de forma inteligente.

Preventiva, preditiva e baseada em condição: diferenças sem confusão

É importante diferenciar os termos para entender onde cada estratégia se encaixa:

  • Manutenção preventiva: Refere-se às intervenções programadas por tempo de uso ou por uma contagem específica (ciclos, horas de operação) para evitar que a falha aconteça. Trocar o óleo do carro a cada 10.000 km é um exemplo clássico de manutenção preventiva.
  • Manutenção baseada em condição (CBM): Essa abordagem vai um passo além. As intervenções são realizadas com base no estado real do equipamento. Ela utiliza o monitoramento e a análise de dados para decidir o momento certo de agir. Em vez de trocar o óleo a cada 10.000 km, você o troca quando a análise de óleo indica que ele perdeu suas propriedades. A CBM difere da preventiva porque não se baseia em intervalos fixos, e da reativa porque age antes da quebra.

A manutenção baseada em condição, quando bem executada, exige uma equipe capacitada para coletar e interpretar os dados e medições. Sem essa capacidade, o excesso de informação pode se transformar em um ruído sem valor prático.

O que continua valendo mesmo com tecnologia

Mesmo com a chegada de tecnologias avançadas, alguns princípios básicos da manutenção permanecem inalterados. A necessidade de ter uma equipe bem treinada, por exemplo, continua sendo primordial. Sensores podem coletar dados, mas são os humanos que precisam interpretá-los, tomar decisões e executar as ações. 

A inspeção visual, o aperto de um parafuso, a lubrificação de um componente – essas tarefas continuam essenciais e são o coração da manutenção preventiva. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas não substitui a experiência e o cuidado humano. Ela aumenta a nossa capacidade de ver e agir, mas não tira a nossa responsabilidade.

Como montar um plano de manutenção preventiva na indústria 4.0

Construir um plano eficaz de manutenção preventiva na indústria 4.0 envolve organização e estratégia. Não basta apenas comprar sensores; é preciso saber o que monitorar, como interpretar os dados e, o mais importante, como transformar essa inteligência em ações que realmente evitam problemas e otimizam recursos.

Comece pela criticidade: quais ativos não podem parar

O primeiro passo para qualquer plano eficiente é identificar quais ativos são mais importantes para a sua operação. Não adianta gastar tempo e dinheiro monitorando tudo com a mesma intensidade.

Priorize pela criticidade: foque nos equipamentos que, se pararem, causam o maior impacto na produção, na segurança ou nos custos. A Manutenção Centrada na Confiabilidade (RCM) é uma abordagem que ajuda a concentrar os recursos nos ativos mais críticos e nas consequências de suas falhas. Isso evita que você gaste energia onde a falha não dói tanto.

Transforme falhas comuns em tarefas objetivas

Uma vez identificados os ativos críticos, o próximo passo é analisar as falhas mais comuns que eles apresentam. Para cada tipo de falha, defina tarefas objetivas de manutenção preventiva. 

Por exemplo, se um motor costuma falhar por superaquecimento, uma tarefa pode ser “verificar a limpeza das aletas de refrigeração” a cada certo período. Um programa consistente de manutenção precisa definir quais parâmetros medir, como interpretar as tendências desses dados e, principalmente, como transformar essas descobertas em uma decisão clara e uma ordem de serviço bem definida.

Defina frequência, responsáveis e registro do que foi feito

Com as tarefas objetivas em mãos, estabeleça a frequência de cada uma – pode ser por tempo (semanal, mensal) ou por uso (a cada tantas horas de funcionamento). Designe responsáveis claros para cada tarefa, garantindo que não haja dúvidas sobre quem deve executar o quê. 

Por fim, e muito importante, crie um sistema para registrar tudo o que foi feito. Esse registro é a base do histórico do equipamento e ajuda a refinar o plano ao longo do tempo. É aqui que os dados começam a construir valor, permitindo analisar padrões e ajustar estratégias.

Conecte o plano a um CMMS/EAM e padronize ordens de serviço

Para que a manutenção preventiva na indústria 4.0 seja realmente eficaz, é fundamental integrar o plano a um sistema de gerenciamento de manutenção, como um CMMS (Computerized Maintenance Management System) ou EAM (Enterprise Asset Management). Esses sistemas digitais são o cérebro da operação, onde você pode:

  • Programar as tarefas: Automaticamente, o sistema gera as ordens de serviço na frequência definida.
  • Acompanhar a execução: Registra quem fez o quê, quando e como.
  • Gerenciar o histórico: Todas as informações do equipamento ficam centralizadas.
  • Padronizar ordens de serviço: Garante que todas as intervenções sigam um roteiro, com os passos claros e os recursos necessários.

A digitalização através de um CMMS/EAM é o que permite transformar a coleta de dados em decisões ágeis e ordens de serviço eficientes, fechando o ciclo da inteligência da manutenção.

Inspeções que pegam problemas cedo

A capacidade de identificar problemas antes que eles causem uma parada é um dos maiores benefícios da manutenção 4.0. As técnicas de inspeção e monitoramento de condição permitem que a equipe de manutenção “ouça” o equipamento e detecte os primeiros sinais de degradação.

Rotas de inspeção: o que observar, medir e registrar

As rotas de inspeção são caminhos predefinidos que o técnico segue para checar os equipamentos. Nesse contexto, ele não apenas observa, mas também mede e registra parâmetros importantes. Pode ser uma leitura de temperatura, uma medição de vibração ou uma simples verificação visual. 

O importante é que haja um roteiro claro do que deve ser inspecionado, quais ferramentas usar e como registrar os resultados. Essa padronização garante que nada seja esquecido e que os dados coletados sejam consistentes.

Sinais que merecem atenção imediata

Durante as inspeções, alguns sinais podem indicar um problema iminente e merecem atenção imediata. Isso inclui, por exemplo, ruídos incomuns, cheiros de queimado, vazamentos de fluidos, aquecimento excessivo de componentes ou vibrações fora do padrão. Ter um protocolo para identificar esses sinais e escalá-los rapidamente é crucial para evitar que um pequeno aviso se transforme em uma grande dor de cabeça.

Quando vale usar vibração, termografia, ultrassom e análise de óleo

A manutenção baseada em condição utiliza diversas técnicas especializadas para monitorar a saúde dos equipamentos:

  • Análise de vibração: Detecta desequilíbrios, desalinhamentos, folgas e desgaste de rolamentos em máquinas rotativas.
  • Análise de óleo: Avalia a viscosidade, oxidação, contaminação e a presença de metais de desgaste, indicando a saúde do lubrificante e do próprio equipamento.
  • Termografia: Utiliza câmeras infravermelhas para identificar falhas elétricas, problemas de isolamento ou atrito mecânico por meio do calor.
  • Ultrassom: Capta sons de alta frequência para detectar vazamentos de ar comprimido, arco elétrico e até problemas de lubrificação em rolamentos.

Essas modalidades podem ser aplicadas por meio de coleta manual, usando ferramentas portáteis, ou de forma automatizada, com sensores fixos que enviam dados continuamente. O uso combinado dessas técnicas oferece uma visão detalhada e abrangente do estado de cada ativo.

De dados a decisão: quando o alerta vira ação

A beleza da manutenção preventiva na indústria 4.0 está em transformar a enorme quantidade de dados gerados pelos sensores e inspeções em decisões rápidas e assertivas. O desafio é não se afogar na informação, mas sim filtrá-la e agir com estratégia.

Triagem de alarmes e priorização sem “apagar incêndio”

Com o monitoramento constante, é natural que o sistema gere alertas. O ponto é saber diferenciá-los. Nem todo alerta exige uma parada imediata. É preciso ter um processo de triagem para avaliar a gravidade de cada um e priorizar as ações. Isso evita que a equipe passe o tempo todo “apagando incêndios” que poderiam ter sido controlados. 

A priorização deve ser baseada na criticidade do ativo e no potencial impacto da falha, garantindo que os recursos sejam direcionados onde realmente importa.

Como planejar paradas curtas e reduzir retrabalho

Ao identificar a degradação de um componente com antecedência, a equipe de manutenção pode planejar a intervenção no momento mais oportuno, minimizando o impacto na produção. Em vez de uma parada inesperada de horas ou dias, você pode agendar uma manutenção de 30 minutos durante um intervalo programado. 

Esse planejamento reduz o tempo de inatividade e, como a intervenção é feita de forma organizada e com os recursos certos, as chances de retrabalho caem drasticamente, economizando tempo e dinheiro.

Registro de causa e aprendizado para o próximo ciclo

Cada intervenção, seja ela preventiva, preditiva ou corretiva, deve ser cuidadosamente registrada. Mais do que apenas anotar o que foi feito, é fundamental registrar a causa raiz da falha (ou do risco de falha). Esse histórico detalhado permite identificar padrões, entender por que os problemas ocorrem e ajustar o plano de manutenção para o futuro. Esse ciclo de dados, ação, registro e aprendizado contínuo é o que permite que a manutenção preventiva na indústria 4.0 evolua e se torne cada vez mais eficiente, evitando problemas que já foram identificados no passado.

Onde a manutenção preventiva na indústria 4.0 encontra as mangueiras industriais

As mangueiras industriais, muitas vezes vistas como componentes simples, são na verdade elementos críticos em muitos processos. Elas transportam fluidos essenciais e, se falharem, podem causar grandes transtornos, desde vazamentos e contaminação até paradas completas na produção. É aqui que a manutenção preventiva se torna fundamental.

Por que mangueiras falham e como isso vira parada e custo

Mangueiras industriais podem falhar por diversos motivos: desgaste natural, abrasão externa, exposição a temperaturas extremas, incompatibilidade química com o fluido, instalação incorreta ou uso de pressão acima do limite. Uma falha, mesmo que pequena, pode levar a:

  • Paradas não planejadas: O vazamento de um fluido ou a ruptura de uma mangueira interrompe a operação imediatamente.
  • Custos de reparo e reposição: A troca emergencial de mangueiras e a limpeza de áreas contaminadas geram despesas.
  • Perdas de matéria-prima: Fluidos valiosos podem ser desperdiçados.
  • Riscos de segurança: Vazamentos de fluidos perigosos podem causar acidentes com a equipe ou danos ambientais.

Por isso, escolher mangueiras com durabilidade, resistência e segurança é primordial, como reforçado pela Inaflex. Isso ajuda a evitar trocas frequentes e paradas por manutenção não planejada.

O que a inspeção precisa checar para reduzir risco

A inspeção regular das mangueiras industriais é um investimento que se paga. Para reduzir riscos, a inspeção precisa checar:

  • Danos visíveis: Cortes, amassados, bolhas, inchaços, esmagamentos ou áreas excessivamente desgastadas.
  • Corrosão nas conexões: Sinais de ferrugem ou degradação nos terminais.
  • Vazamentos: Mesmo pequenos gotejamentos indicam um problema.
  • Raio de curvatura: Certificar-se de que a mangueira não está dobrada além do limite permitido.
  • Conexões: Verificar se estão apertadas e seguras.

A Inaflex, por exemplo, em suas inspeções em mangueiras, menciona testes visual, elétrico e hidrostático, além de intervenções como revestimentos anti-abrasão e anti-calor e montagem de conexões. O objetivo principal é garantir a segurança e prevenir paradas não planejadas associadas ao desgaste e depreciação.

Indicadores para provar que a manutenção preventiva funciona

Para saber se o seu plano de manutenção preventiva na indústria 4.0 está gerando resultados, é fundamental acompanhar alguns indicadores-chave. Eles transformam os benefícios em números concretos, mostrando o retorno do investimento.

MTBF, MTTR, disponibilidade e OEE com exemplos simples

  • MTBF (Mean Time Between Failures – Tempo Médio Entre Falhas): Indica quanto tempo um equipamento funciona sem falhar. Quanto maior o MTBF, mais confiável é o ativo. Se a manutenção preventiva está funcionando, o MTBF deve aumentar.
  • MTTR (Mean Time To Repair – Tempo Médio Para Reparo): Mostra quanto tempo leva para um equipamento ser reparado após uma falha. Quanto menor o MTTR, mais eficiente é a equipe de manutenção.
  • Disponibilidade: É a porcentagem de tempo em que um equipamento está pronto para operar. A manutenção preventiva visa aumentar a disponibilidade, reduzindo as paradas.
  • OEE (Overall Equipment Effectiveness – Eficácia Geral do Equipamento): Combina disponibilidade, desempenho e qualidade para dar uma visão completa da eficiência do equipamento. Uma manutenção preventiva eficaz melhora o OEE ao reduzir perdas por paradas e falhas.

Por exemplo, a redução do downtime (tempo de inatividade) e dos custos de manutenção são efeitos diretos que podem ser medidos através desses indicadores.

Taxa de corretivas emergenciais e backlog: o que acompanhar

Dois outros indicadores importantes são:

  • Taxa de corretivas emergenciais: Se a manutenção preventiva está trabalhando, o número de corretivas emergenciais (aquelas que param a produção de repente) deve cair. Essa métrica é um termômetro da sua proatividade.
  • Backlog: Representa o volume de trabalho de manutenção pendente. Uma redução no backlog indica que a equipe está conseguindo lidar com as demandas de forma mais eficiente e programada, evitando que os problemas se acumulem.

Acompanhar esses números de perto ajuda a provar que a manutenção preventiva, especialmente com o apoio da Indústria 4.0, não é um gasto, mas um investimento estratégico.

Erros comuns ao digitalizar a manutenção e como evitar

A transição para a manutenção preventiva na indústria 4.0 é um caminho com muitas oportunidades, mas também com algumas armadilhas. É importante conhecer os erros comuns para conseguir evitá-los e garantir que o investimento em tecnologia traga os resultados esperados.

Automatizar bagunça: por que dá errado

Um dos maiores erros é tentar automatizar um processo que já é desorganizado. Se os seus procedimentos manuais são confusos, a digitalização apenas vai replicar e acelerar essa bagunça. Para a manutenção baseada em condição, por exemplo, é crucial que a equipe seja capaz de coletar e interpretar os dados de forma correta. 

Se não houver clareza sobre o que medir e como agir, o sistema digital vai gerar apenas um “ruído” de informações sem valor prático. Organize os processos antes de digitalizá-los.

Excesso de alerta e falta de critério

Com a quantidade de sensores e dados gerados, é fácil cair na armadilha do “excesso de alerta”. Se tudo vira uma prioridade máxima, no final, nada é prioridade. É como ter um alarme que toca o tempo todo; você acaba ignorando. 

É fundamental ter critério para configurar os alarmes, definindo limites claros e priorizando os alertas com base na criticidade do ativo e no impacto potencial da falha. A triagem de alarmes deve ser um processo bem definido, garantindo que a equipe foque nas ameaças reais.

Falta de capacitação e de padrão de registro

A tecnologia é tão boa quanto as pessoas que a utilizam. A falta de capacitação da equipe para operar os novos sistemas, interpretar os dados e executar as tarefas de manutenção é um erro crítico. 

Além disso, a ausência de um padrão claro para o registro das informações (o que foi inspecionado, o que foi encontrado, o que foi feito) compromete a qualidade do histórico do equipamento. Sem registros consistentes, a capacidade de análise e de aprendizado contínuo do seu programa de manutenção fica comprometida. Invista em treinamento e em procedimentos claros.

Um roteiro simples para começar e evoluir com segurança

Começar a implementar ou otimizar a manutenção preventiva na indústria 4.0 não precisa ser um projeto gigantesco e intimidador. É possível iniciar com passos simples e expandir conforme os resultados aparecem.

Escolha um piloto e crie um “antes e depois”

Para dar o primeiro passo, selecione um ativo de média criticidade para um projeto piloto. O ideal é que seja um equipamento onde as falhas são conhecidas e o impacto de uma parada é gerenciável. Documente o cenário “antes” (custos de manutenção, tempo de inatividade, frequência de falhas). Implemente o plano de manutenção preventiva na indústria 4.0 para esse ativo e, depois de um tempo, meça o “depois”. Esse piloto servirá como prova de conceito e ajudará a ajustar o processo para futuras expansões.

Padronize inspeções e feche o ciclo do alerta até a correção

Com o piloto em andamento, foque em padronizar as inspeções. Crie checklists claros, defina os pontos de medição e garanta que os registros sejam consistentes. O mais importante é fechar o ciclo: desde a detecção de um alerta (seja por sensor ou inspeção visual) até a execução da correção e o registro no sistema. Esse fluxo contínuo de informação e ação é o coração de um programa de manutenção eficiente.

Expanda por criticidade, não por modismo

Depois de validar o piloto e refinar os processos, comece a expandir para outros ativos. Mas faça isso de forma estratégica: priorize pela criticidade, ou seja, comece pelos equipamentos que trazem o maior benefício com o menor risco. Evite expandir por “modismo”, tentando aplicar a tecnologia em tudo de uma vez. O crescimento gradual e baseado em dados é mais sustentável e seguro.

Perguntas frequentes sobre manutenção preventiva na indústria 4.0

Manutenção preventiva ainda faz sentido com sensores?

Sim, e muito! A manutenção preventiva continua sendo a base. Os sensores e a análise de dados (que caracterizam a manutenção baseada em condição) vêm para otimizar essa preventiva, tornando-a mais inteligente e direcionada. Em vez de trocar peças a cada X tempo, você as troca quando os dados indicam que é necessário, aproveitando ao máximo a vida útil do componente e evitando falhas inesperadas.

Qual a diferença entre inspeção e monitoramento contínuo?

A inspeção geralmente é um processo periódico e manual, onde um técnico verifica o equipamento em intervalos definidos. O monitoramento contínuo, por outro lado, usa sensores fixos que coletam dados 24 horas por dia, 7 dias por semana, enviando informações em tempo real. Ambos são complementares: a inspeção pode cobrir pontos que o sensor não alcança, enquanto o monitoramento garante uma vigilância constante.

Como definir frequência de inspeções sem exagerar?

A frequência deve ser definida com base na criticidade do ativo, no tipo de equipamento, nas condições de operação (temperatura, pressão, fluido), e no histórico de falhas. Ativos mais críticos ou que operam em condições severas exigem inspeções mais frequentes. Comece com as recomendações do fabricante e ajuste com base nos dados e na experiência da sua equipe.

O que costuma dar mais retorno primeiro?

Geralmente, o maior retorno inicial vem de focar nos ativos mais críticos da sua operação. Reduzir o downtime e os custos de manutenção em um equipamento que, se parar, causa um grande impacto na produção, é o que traz o benefício mais visível e rápido. A otimização dos planos de inspeção e a implementação de monitoramento em pontos chave desses ativos tendem a gerar resultados mais expressivos no começo.

Próximos passos para reduzir paradas com consistência

A manutenção preventiva na indústria 4.0 é um caminho de evolução constante. Não há uma solução única, mas um processo de aprendizado e adaptação contínuos. O importante é começar, mesmo que pequeno, coletar dados, analisar os resultados e fazer ajustes. A consistência nos procedimentos e o investimento em tecnologia e capacitação da equipe são os ingredientes para uma operação mais robusta e eficiente. 

Se você busca otimizar a manutenção ou tem dúvidas sobre como aplicar essas estratégias na sua indústria, nossa equipe está à disposição para ajudar. Continue acompanhando o blog para mais dicas e informações sobre como a tecnologia pode transformar seus processos.

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